Outra vitória de Mano. Palmeiras monótono como com Felipão

São Paulo, Brasil

Chutões da defesa para o ataque, falta de imaginação do meio para a frente, meio de campo desprezado, só preocupado em marcar.

Mesmo com elenco muito melhor do que o adversário, equipe presa na defesa.

Foram três finalizações do milionário time durante 90 minutos.

Fosse Luiz Felipe Scolari, seria um festival de críticas.

Mas foi o Palmeiras de Mano Menezes, no Ceará.

Foi a quarta partida do treinador, quarta vitória.

Desta vez, por 1 a 0, gol de Willian. 

E firmeza na segunda posição no Brasileiro.

A três pontos do Flamengo.

Sim, o resultado foi ótimo.

Mas o futebol, fraco, decepcionante.

Monótono.

Sem triangulações pelas laterais, infiltrações, troca de posições do meio para frente.

Sem ambição.

Foi o anticlimax do ‘jogo de segurança’.

A vitória da retranca.

(Se as pessoas o consideram retranqueiro) “Não estou preocupado com isso. respeito a opinião das pessoas, mas discordo da maioria.

“Temos que rotular.

“Posso ter culpa, brinquei e assumi a condição sem entrar no mérito. tenho 20 e poucos anos de carreira. Tive meus ataques que muitas vezes foram os melhores.

(…) “Quero lembrar as pessoas que tive trabalho de 3 anos de dois meses e na maior parte do tempo o Cruzeiro jogou bem e ganhou títulos.

A imagem final destrói aquilo que a gente construiu, mas tenho muito orgulho do que fiz lá.”

A coletiva de Mano Menezes após o jogo em Fortaleza foi quase um pedido de desculpas pelo péssimo futebol mostrado, de novo, pelo elenco milionário que possui.

Sim, o time bateu o fraquíssimo Fortaleza, por 1 a 0, no Ceará, mais três importantíssimos pontos.

Só que a equipe voltou a cometer erros que causaram a demissão sumária de Felipão.

O primeiro deles segue sendo o desprezo ao meio de campo. O Palmeiras segue sem seus meio-campistas tendo o mínimo de tranquilidade para tocar a bola, trocar passes, ter o domínio o maior tempo possível do jogo.

Os lançamentos precipitados e longos da defesa para o ataque continuam complicando o jogo, dando a bola para o adversário.

O Palmeiras tinha toda a condição de pressionar, encurralar o fraco Fortaleza de Zé Ricardo na defesa. Impor o talento de seus jogadores.

Mas o meio-campo atuou muito recuado, preocupado mais em travar o adversário do que em buscar a vitória.

Jogo ‘de segurança’, como Mano costuma repetir.

O primeiro tempo foi de uma monotonia de doer os ossos. 

O Fortaleza tem um elenco fraco que sonha em não ser rebaixado. Mas, desde a saíde de Rogério Ceni, perdeu a confiança. E vai se complicando no Brasileiro. Jogando mal dentro e fora de casa.

O time nordestino não tinha condições técnicas de assumir o mando de jogo. E o que se viu foi uma briga feia pela posse de bola nas intermediárias.

Sem Dudu, suspenso, o Palmeiras perdeu o poder de improvisação, dos dribles. Zé Rafael tem ótimo potencial, mas jogou de forma burocrática, sem arriscar.

No início do segundo tempo, o Palmeiras ‘achou’ o gol.

Após cobrança de escanteio, Willian bateu forte e a bola desviou em André Luiz, não dando a mínima chance para o desesperado goleiro Marcelo Boeck.

1 a 0, Palmeiras, aos dois minutos.

A partir daí, o que se viu foi o time paulista ainda mais fechado, feliz com o resultado. E o Fortaleza se debatendo, mas perdido, sem convicção, sem potencial para ameaçar Weverton.

No final, mais uma vitória de Mano Menezes.

A quarta seguida, o terceiro jogo sem sofrer gols.

Aliás, foi apenas um, na estreia, na virada por 2 a 1 diante do Goiás.

O treinador está orgulhoso com a vice colocação, a três pontos do Flamengo.

E mais criativo do que Felipão, também usou o gramado para justificar o fraco futebol.

“Você sabe que uma boa parte dos maiores jogadores da América do Sul estiveram aqui recentemente e todos falaram mal dos nossos gramados. É difícil trabalhar a bola quando ela está sempre viva, tem que dominar, dar dois, três toques na bola, isso facilita a marcação.

“Então, você não consegue construir tão bem.”

Só se constrói quando o time é montado para atacar.

O Palmeiras não foi assim em Fortaleza.

Priorizou não dar chance ao rival.

E atacar quando houvesse chance.

Achou seu gol em um escanteio.

É vice-líder do Brasileiro.

Com Mano Menezes será assim.

Futebol muito parecido com o Palmeiras de Felipão…

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